O FILHO DA PUTA
– bom dia
– bom dia
– tudo bem?
– sim
– não parece
– tudo ok, sim
– eu te conheço, Carol. Fala
– ah, cara. Não tô a fim
– fala, Carol
– vi vocês ontem
– como assim?
– vocês trepando ontem
– e…?
– por que não me chamaram?
– você tava escrevendo e não queríamos atrapalhar
– eu não tava escrevendo
– sério que você tá com ciúme?
– vá se foder
– pára! Nós três somos namorados
– só acho estranho essa mania de você ficar gozando dentro dela toda hora, agora
– isso é ciúme
– não é
– ciúme. Eu conheço essas bochechinhas vermelhas
– até parece que se importa
– Carol!!!
– vá se foder
Ele me pegou rápido e me beijou com insistência. Me virou de bunda na mesa do café da manhã e arrancou meu shortinho do pijama. Cuspiu na ponta do pau e atolou em mim. Bombou forte e me fez gozar com ódio, o filho da puta. E claro, fez questão de gozar dentro de mim. E fez questão também de sussurrar no meu ouvido…
– eu gosto dela, mas amo só você, bobona
E me fez, ridiculamente brega, responder toda suada…
– eu também te amo, filho da puta
Na porta da cozinha, nossa namorada estava parada com cara de sono, meio assustada.
– Nossa, começaram animados o dia, hein!? Bom dia pra vocês também


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